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Platônico

28 de janeiro de 2014

Quero a sorte de um amor tranquilo | via Tumblr

Parece clichê, mas eu era nova na cidade, quer dizer, tinha acabado de mudar de volta. Não conhecia ninguém e não tinha coragem para falar com ninguém, até porque as pessoas costumam rir do meu sotaque. Confesso: não é que eu tenha vergonha dele, tenho muito orgulho de onde vim e sou amante eterna de sotaques. É só que sempre tenho que me explicar: de onde eu vim, porque eu morava lá e porque mudei de volta. Quando vejo já contei a historia da minha vida toda para um completo estranho.

Em um dia de sol qualquer, acabei por conhecê-lo. Menino bonito, educado, simpático e constantemente ficava vermelho por alguma gracinha que seu amigo falava. Quando dei por mim, estávamos conversando. E ainda dizem que curitibanos são fechados. Alem de adorar sotaques, tinha todos os requisitos da minha lista de coisas que meninos namoráveis devem ter. Me desculpe, mas a lista é confidencial.

Ele era diferente de todos ao seu redor. Conquistei e me conquistou. Me levou para os lugares mais bonitos da cidade. Assistimos documentários de literatura, conseguiu discutir linguística comigo.  Aprendi a jogar vídeo game e peguei gosto pelos esportes.  Quando percebi, me envolveu como ninguém jamais conseguiu. Até fez a vontade de casar tornar-se constante.


Nossos olhos se cruzaram por vinte segundos. Nossa história durou exatamente isso. Toda vez que nos encontramos, cada troca de olhares dá seguimento ao nosso amor que infelizmente acontece apenas em meus pensamentos. Sabe como é, sonhar não custa nada e ainda faz bem para o coração.

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